O Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), deu suporte e apoio para que mais de 800 internos custodiados em casas penais do estado do Pará participassem do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM PPL), ocorrido nos dias 10 e 11 de dezembro.
Ao todo, 851 internos participaram da prova em 43 unidades prisionais do estado. O ENEM PPL, assim como o ENEM tradicional, é constituído de redação e de quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha. No primeiro dia de exame, foram aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias e a redação, com cinco horas e meia de duração. Já no segundo dia, as provas de ciências da natureza e matemática foram aplicadas com cinco horas de duração.
O tema da redação deste ano foi "Consequências do uso indiscriminado das tecnologias e recursos digitais pelas crianças". A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) trabalhou no preparo dos internos para a prova por meio da aplicação de simulados, aulas com professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) que reforçaram o ensino médio com provas e a distribuição de apostilas.
“A expectativa é de que tenhamos uma aprovação bem mais significativa esse ano do que em relação ao ano passado. Trabalhamos para isso e esperamos resultados positivos que mostrarão todo o trabalho da educação ao longo do ano letivo feito pelos internos, professores e toda equipe de educação”, destacou a coordenadora de educação da Diretoria de Reinserção Social (DRS), Patrícia Salles.
Segundo o diretor de Reinserção Social (DRS) da SEAP, Belchior Machado, a educação é uma ferramenta de mudança. "O ENEM PPL apresenta-se como uma perspectiva de futuro às pessoas privadas de liberdade e, por isso, estimulamos a todos que têm os requisitos necessários a se inscreverem. A aprovação e consequente realização de um curso superior abre portas e afastam os sujeitos encarcerados da criminalidade. Acreditamos que a educação é ferramenta fundamental para reinserção social", afirmou o diretor.
Por Fernanda Cavalcante, sob orientação de Vanessa Van Rooijen.