A parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEA) promoveu o “Mutirão de saúde Mental” para 150 internos da Cadeia Pública para Jovens e Adultos (CPJA), localizada no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, Região Metropolitana de Belém. Os atendimentos são voltados para a área de saúde mental e acompanhamento de internos já diagnosticados com algum tipo de transtorno.
Clayton Sena, chefe do atendimento psicossocial, conta que na quinta-feira foram realizados 46 atendimentos e hoje outros 75. Sena lembra que apesar do público atendido estar dentro de uma unidade prisional, existe toda uma equipe biopsico para atendê-lo. A ação é coordenada pela Diretoria de Atendimento Biopsicossocial (DAB) da SEAP, mas inteiramente realizado pelos servidores da Sespa.
Clayton acrescenta os atendimentos envolvem um público diverso da CPJA, incluindo pacientes LGBTQIA+ que já fazem tratamento psiquiátrico-psicológico. Há casos também de internos que sofrem surtos psicóticos decorrentes do estresse e do período de encarceramento e mesmo por falta de medicação. “Nós estamos chamando esse público para se faça uma reavaliação e possam receber sua medicação adequadamente”, afirma.
A psicóloga Alessandra Amorim, da divisão técnica do primeiro centro Sespa, informa que a equipe está realizando o Mutirão de Saúde Mental para o atendimento às pessoas privadas de liberdade (PPL) que fazem uso de psicotrópicos e tem demandas psiquiátricas. Alessandra explica que os pacientes passam por uma triagem realizada pela equipe de enfermagem e posteriormente pelos médicos psiquiátricos ou psicólogos. “Estamos atualizando as receitas de quem já faz o acompanhamento, assim como a reavaliação dos mesmos”, afirma.
E. V.S, de 36 anos, é interno da CPJA e já faz acompanhamento médico há dois anos. Ele considera de muita importância à realização dos mutirões de saúde, dada à necessidade não somente dele, mas como a de outros custodiados. “A gente necessita desse medicamento, então a vinda deles é muito boa, principalmente para quem já faz o acompanhamento”, diz o interno.
Aos 39 anos, o interno G.R.C, realizou hoje o primeiro atendimento psicológico. Ele agradeceu pela oportunidade e ficou satisfeito com a atenção dada pelos profissionais envolvidos na ação. “É importante para nós, com todo o esforço da diretoria da casa, dos médicos, porque precisamos dessa ajuda. Graças a Deus a casa está dando esse suporte pra nós, até para que a gente possa se ressocializar e poder construir uma nova vida lá fora”, concluiu o interno.
Texto: Márcio Sousa – Núcleo de Comunicação Social (NCS/SEAP)