Seap e Defensoria Pública iniciam mutirão jurídico no Complexo Penitenciário de Santa Izabel

 

 

A ação integrada segue até sexta-feira (27) e deve atender mais de mil pessoas privadas de liberdade, reforçando a garantia de direitos no sistema prisional.

 

 

 

Imagem removida.

 

 

Teve início nesta terça-feira (24) mais um mutirão jurídico na Unidade de Reinserção de Regime Semiaberto (URRS) de Santa Izabel. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), por meio da Diretoria de Execução Criminal (DEC), em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE), e segue até a próxima sexta-feira (27). 

 

A previsão é de que mais de mil custodiados sejam atendidas ao longo dos quatro dias de mobilização. Além da programação em Santa Izabel, o mutirão também será realizado na Unidade de Custódia e Reinserção de Tomé-Açu, nos dias 25 e 26, ampliando o alcance e assegurando assistência jurídica aos custodiados da unidade.

 

O objetivo da ação é garantir que os apenados da unidade recebam atendimento jurídico e tenham acesso a informações atualizadas sobre seus processos de execução penal.

 

 

Imagem removida.

 

 

Os atendimentos são realizados por equipes da Defensoria Pública, com apoio de servidores da DEC, que auxiliam na organização das demandas e no encaminhamento das informações processuais. Durante o mutirão, os internos recebem esclarecimentos sobre a situação de seus processos, movimentações recentes e eventuais pendências que possam impactar na execução penal.

 

 

O diretor da DEC, Lucas Bellard, ressaltou que a assistência jurídica integra as ações voltadas à reinserção social e está prevista na Lei de Execução Penal (LEP). “Mais do que a custódia, a atuação da Secretaria também é voltada à reinserção social, e o atendimento jurídico é parte fundamental desse trabalho, inclusive dentro das diretrizes do Plano Pena Justa. São ações que a Secretaria já desenvolvia e que seguem sendo fortalecidas”, afirmou.

 

O coordenador do Núcleo de Execução Penal da Defensoria Pública, Sérgio Seabra, destacou que o mutirão é resultado de um planejamento conjunto entre as instituições. “Esse mutirão começou há cerca de um mês, com reuniões entre a Defensoria Pública e a Seap, por meio da coordenação do Núcleo de Execução Penal e da DEC. Após as tratativas e organização dos dados processuais, chegamos ao momento do atendimento direto aos internos”, explicou.

 

 

Imagem removida.

 

 

Seabra reforçou ainda o impacto da iniciativa. “Um mutirão carcerário busca efetivar os direitos fundamentais das pessoas privadas de liberdade. Isso tem um impacto humanitário, social e estrutural para toda a sociedade. Na medida em que asseguramos direitos, essas pessoas retornam ao convívio social de forma mais humanizada e com novas perspectivas de vida”, afirmou.

 

Para os custodiados, a ação representa não apenas acesso à informação, mas também esperança e segurança quanto ao futuro. Antônio Freitas, de 45 anos, destacou a importância do atendimento jurídico no processo de reintegração social.

 

 

 

Imagem removida.

 

 

 

“A relevância desse trabalho é muito grande para a gente, que mantém um contato limitado com a sociedade e, principalmente, com a família. Esse movimento nos faz dar um passo firme para chegar definitivamente com boas propostas e iniciativas para a sociedade. Estou acompanhando a movimentação dos trâmites judiciais para minha provável liberdade. Essa oportunidade da Seap cria uma expectativa mais consolidada, porque passamos a saber como está o nosso processo e como será nossa saída da unidade para retornar à sociedade. Isso nos acalma e nos deixa mais tranquilos”, concluiu.

 

 

 

 

Texto: Kaila Fonseca

Fotos: Foto: Elielson Modesto / Seap PA