Ao todo, 40 custodiados desenvolvem seus talentos, aumentam as possibilidades de geração de renda e reintegração à sociedade
A Secretária de Administração Penitenciaria (Seap), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Marajó, promoveu um curso de “Pintura em Tecido” para internos da Unidade de Custódia e Reinserção de Marituba II e III. A capacitação visa qualificar os PPL'S para o processo de reinserção social, além de auxiliar em seu desenvolvimento pessoal, visto que a arte em tecidos é uma ótima alternativa para gerar renda e proporcionar entretenimento.
O interno Fábio Andrade confirma que a atividade confere não só experiência, mas também uma sensação de relaxamento. "A pintura, além de ser uma terapia para nós, ela parte do princípio que é a arte. Então, ela nos permite ter uma visão bem ampla sobre os trabalhos desenvolvidos. Eu tenho relatos de colegas que participam do curso, que isso distrai bastante. Então, o curso realmente tem um trabalho que é uma terapia para nós, além de ser relaxante", declara o custodiado.
Além disso, Fábio agradece pela oportunidade de vivenciar uma iniciativa tão estimulante. "Aqui no nosso estado, a gente tem a oportunidade de ter um trabalho muito forte feito pela SEAP, nos dando oportunidades de poder fazer mais cursos, de poder participar de palestras, coisas que podem permitir a nós outra visão do futuro", destaca o interno.
Com uma perspectiva educacional, Isis Moraes, pedagoga que atua na unidade prisional, explica como a atividade agrega na vida de uma pessoa privada de liberdade. "Esse tipo de atividade contribui para uma sociedade melhor, para que o custodiado vá lá fora, além de gerar recursos para ele, gerar recursos para a família. Também é uma forma desse interno ser um cidadão, que essa é a visão que a gente tem: que ele saia daqui transformado, e não retorne mais para dentro do sistema prisional", projeta a profissional.
Segundo Thamires Azevedo, técnica de reinserção, a intenção de toda essa iniciativa também é qualificar os PPL'S para administrar suas vidas lá fora. "O nosso intuito é que eles tenham acesso a esses cursos, que eles saiam daqui profissionalizados, para que tenham até mesmo uma fonte de renda lá fora, principalmente, que saibam lidar com certas situações", vislumbra a servidora da Seap.
Texto: Fernanda Ferreira / Estagiária NCS Seap Pará