
A primeira edição do Projeto "Eles com Elas pelo fim da violência contra mulheres e meninas" certificou nesta quinta-feira (05), três policiais penais como agentes multiplicadores dos direitos das mulheres. A iniciativa é da Secretaria de Estado das Mulheres (SEMU), que tem como objetivo principal combater, prevenir a violência de gênero. A formação foi destinada para os homens que atuam nas áreas de segurança pública, saúde, educação, assistência social e justiça.
O Projeto foi lançado em agosto de 2024, em alusão a campanha "Agosto Lilás", voltada a conscientização sobre a violência contra a mulher, e a conclusão ocorreu com a certificação de formação. Os agentes de segurança pública que participaram puderam conhecer mais sobre o assunto, e aprender a prevenir todos os tipos de agressão, bem como questões relacionadas à saúde mental, violência de gênero, danos causados pelo machismo, Lei Maria da Penha, paternidades e como os homens podem contribuir para a prevenção das violências sofridas por mulheres e meninas em seus territórios.
Representando o titular da Seap, Coronel QOPM Marco Antonio Sirotheau Corrêa Rodrigues, Thais Santalices, Coordenadora de Assistência e Valorização do Servidor da Seap (CAVS), ressaltou a importância de prevenir e formar uma rede de apoio de homens, lutando pelo fim da violência contra meninas e mulheres.
“O trabalho educativo não deve ser feito para o homem, mas sim com o homem, onde ele possa atuar ativamente no processo, sendo um instrumento de luta na superação das desigualdades e violências. É uma satisfação para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária participar desse evento e contribuir indicando servidores para serem agentes multiplicadores dentro da Seap”, disse a coordenadora, Thais Santalices.
Motivado a buscar conhecimento e a ficar mais preparado para ser um multiplicador desse Projeto, o policial penal Éder Leite conta o que lhe incentivou a participar. “O que me motivou foi justamente querer o aperfeiçoamento no exercício da minha profissão como agente de segurança pública, como garantidor de direitos e garantias fundamentais. Então foi isso que me incentivou a participar do curso. Além disso, eu sou oriundo da Unidade Custodia e Reinserção Feminina (UCRF) de Ananindeua, e isso me motivou a buscar esse conhecimento, pois eu já trabalhava com um público feminino.
Leite ainda detalhou como é importante ter homens falando sobre a violência doméstica, esclarecendo motivos desse problema.
“Se a gente conseguir curar o homem, se a gente conseguir tratar esse homem, se a gente conseguir desmistificar alguns dogmas que foram criados pelo machismo estrutural, pelo machismo patriarcal, se a gente conseguir quebrar isso vai aumentar o número de prevenção dessa violência, e vai diminuir consideravelmente os índices de violência doméstica contra meninas e mulheres. Então, foi isso que me incentivou, poder aplicar isso dentro do sistema prisional, para aplicar isso com outros colegas servidores, e também, com os apenados que infelizmente incorreram nesse delito de violência doméstica”, disse Éder Leite, policial penal.
Texto: Ingrid Bandeira – Estagiária NCS Seap Pará