A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Diretoria de Assistência Biopsicossocial (DAB) e da Coordenação de Psicologia e Terapia Ocupacional, está promovendo uma programação especial em alusão ao Setembro Amarelo, mês da campanha de prevenção ao suicídio. As atividades, que começaram no dia 10 de setembro, se estenderão até o dia 26 de setembro.
O foco da programação são as rodas de conversa com temas relacionados à saúde mental e à importância da preservação da vida. Desde o início das atividades, já foram realizadas palestras e encontros em 14 unidades prisionais paraenses. A iniciativa busca conscientizar a população carcerária sobre a relevância da saúde mental e a importância de buscar ajuda. A programação continuará durante todo o mês, e deve percorrer outras unidades do Estado.
Thais Santalices, coordenadora de psicologia e terapia ocupacional da DAB, falou sobre a importância desse tipo de programação para a conscientização dos apenados sobre o tema saúde mental.
"Setembro Amarelo é o mês onde procura-se reforçar a importância dos cuidados com a saúde mental e a prevenção ao adoecimento psíquico. Trabalhar esse tema com a população privada de liberdade é de suma relevância, pois transcende o simples cuidar de doenças já manifestadas devido a privação, representa um compromisso ativo com o bem-estar mental desses custodiados, buscando evitar problemas antes mesmo que surjam, promovendo ações voltadas para evitar a exposição a fatores de risco", afirmou a coordenadora.
Essas ações trazem os benefícios da reeducação emocional através da identificação das próprias fragilidades e tornam-se um importante instrumento facilitador nas relações interpessoais dentro do cárcere. Cristina Sarmento, psicóloga da Unidade de Custódia e Reinserção do Coqueiro, falou sobre como as atividades alusivas ao setembro amarelo são importantes para o dia a dia dos internos.
"O autoconhecimento e a prevenção às possíveis fragilidades psicoemocionais geradas pelo próprio processo de encarceramento, diminui o risco de conflitos interrelacionais, melhora o propósito da autonomia para a readaptação a uma condição de sujeito que almeja a convivência em liberdade em uma perspectiva de que cumpriu o que lhe foi imputado e almeja retomar sua vida em sociedade", afirmou Cristina Sarmento.
As atividades realizadas pela Seap reafirmam o compromisso com o bem-estar e a saúde mental dos internos, promovendo um ambiente de diálogo e acolhimento dentro do cárcere. As programações já atenderam internos das Unidades de Custódia e Reinserção São Félix do Xingu, Unidade de Custódia e Reinserção de Capanema, Unidade de Custódia e Reinserção de Santa Izabel III, Unidade de Custódia e Reinserção de Tucuruí, Casa de Humanização Assistência e Proteção ao Apenado de Belém, Central de Custódia Provisória da Cidade Nova, Unidade de Custódia e Reinserção de Marituba II, Unidade de Custódia e Reinserção do Coqueiro, Unidade de Custódia e Reinserção Feminino de Santarém, Unidade de Custódia e Reinserção de Santa Izabel IV, Unidade de Custódia e Reinserção de Marituba III, Unidade de Custódia e Reinserção de Cametá, Unidade de Custódia e Reinserção de Bragança e Unidade de Custódia e Reinserção de Abaetetuba.
Texto: Kaila Fonseca (Estagiária NCS)