
A educação profissionalizante é essencial para proporcionar novas oportunidades e transformar vidas, especialmente no contexto de reinserção social. Com esse intuito, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), certificou nesta quinta-feira (23), 18 internos concluintes do curso de corte de cabelo básico.
O curso foi realizado na Unidade de Reinserção de Regime Semiaberto (URRS) de Marabá e ofereceu aos internos a oportunidade de se formarem como profissionais qualificados, voltados para resultados e para a prestação de serviços de beleza de alta qualidade e sustentáveis.
Com início no dia 06 de maio, o curso teve carga horária de 40 horas e foi ministrado por uma instrutora do Senac, e a certificação foi emitida pela instituição. De acordo com a instrutora responsável do curso Fabiana Alves, o curso foi um sucesso e conseguiu cumprir sua missão de levar conhecimento profissional.
“Os alunos aproveitaram muito, a maioria não tinha conhecimento de máquina e teve um enorme desenvolvimento, muitos ali vão levar o aprendizado do curso para seu trabalho. Me sinto agraciada por ter participado de um projeto tão interessante para poder ressocializar os internos para que possam voltar à sociedade e ganhar seu ganha-pão de forma honesta”, destacou Fabiana Alves.

Os alunos aprofundaram os estudos sobre áreas específicas como a estrutura dos fios, estrutura do rosto, técnicas de higienização, manuseio de materiais, tipos de tesoura, tipos de máquina, máquina de corte, altura de pente, altura de lâmina e técnica de higienização, entre outras técnicas.
O coordenador administrativo do complexo penitenciário de Marabá, Roberto Nasario, enfatiza a importância do curso profissionalizante para a reinserção social dos internos.
“É importante para que as pessoas privadas de liberdade tenham uma segunda chance, uma oportunidade de reformar suas vidas e evitar uma reincidência no ciclo do crime. A ressocialização, portanto, não nega a responsabilidade pelas ações passadas, mas enfatiza a possibilidade de mudança e crescimento”, assegurou Nasario.
O interno Bruno da Silva Souza compartilhou sua experiência com o curso e classificou como “positiva”, além de elogiar a metodologia adotada pela instrutora.
“Em uma primeira análise, eu tinha uma visão preconceituosa pois imaginava que o curso de cabeleireiro era coisa de mulher, mas a professora Fabiana, com sua forma genuína e radiante de ensinar, conseguiu me fazer reconhecer que podemos sim agregar muito conhecimento com o curso que nem imaginávamos ser bom. Agradeço por mim e por todos os alunos e ao incrível corpo docente que nos deu este maravilhoso curso”, agradeceu Bruno Souza, interno.
Texto: Jaime Diniz / Estagiário NCS Seap Pará.