A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) participou do II Congresso Internacional De Mulheres Policiais, no Centro de Treinamento do Tribunal de Contas da União, em Brasília. O evento aconteceu entre os dias 20 a 22 de março e reuniu mulheres de todas as regiões do Brasil e também de países da América Latina, e debateu as estratégias e desafios profissionais enfrentados diariamente pela policiais femininas.
A diretora da Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (Cime), Tenente Coronel Rita Malcher, juntamente com as policiais penais Sibila Bueno e Patrícia Brito, representaram a Seap Pará no Congresso. Segundo a Tenente Coronel, o evento abordou “assuntos bem interessantes sobre a condição da mulher”.
“Levamos pela primeira vez uma representação feminina da Seap do Pará, para um evento exclusivamente para o público feminino realizado em outro estado que foi o segundo congresso internacional de mulheres policiais, onde nós pudemos ouvir e compartilhar sobre as experiências voltadas à nossa condição de mulher e também trazer um pensamento de modo a otimizar o serviço que abarca homens e mulheres na missão de ser policial”, disse Rita Malcher.
As palestras abordaram temas como saúde mental, direitos humanos, combate ao assédio, adoecimento no trabalho, atendimento humanizado, feminismo e políticas públicas foram debatidos. O Pará foi representado pelas mulheres da Seap e também, pela coronel da Polícia Militar, Adriana Nacif, representando a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), a Coronel Bombeiro Militar Gabriela, representando o Corpo de Bombeiros Militar, a Tenente Coronel da PM Elanise, representando a Polícia Militar do Pará e a Major Tainã, que representou Casa Militar da Governadoria.
Para Malcher, o congresso também foi uma oportunidade de atualização de conhecimento diante dos desafios enfrentados no serviço policial. “Tivemos oportunidades também de acompanhar uma audiência pública no Senado Federal, que falava sobre a saúde mental do profissional de segurança pública, que é um tema bastante recorrente atualmente. Nós sabemos que a atividade policial influencia pelas características especialíssimas que nós desenvolvemos, algumas influências na saúde mental do profissional”, afirmou.
“Fiz parte da maior representatividade de mulheres de diferentes forças policiais do Pará, são mulheres militares, bombeiras e penais, unidas em prol de uma luta coletiva e constante, debatendo estratégias de enfrentamento às diferentes formas de violência institucional contra a mulher na Polícia. Agradeço a Seap por tornar viável esse momento”, finalizou a policial penal da Seap, Patrícia Brito.
Texto: Yasmin Cavalcante / NCS Seap Pará