"Vem pra Feira" ocorre no Museu Emílio Goeldi

Enviado por jaime.diniz em Qui, 19/09/2019 - 06:05
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Os produtos são vendidos em média 20% mais baratos em relação ao preço dos supermercados tradicionais da cidade. O "Vem pra Feira" é resultado do Projeto Nascente, de reinserção social, que capacita os internos no trabalho com a agricultura familiar.

 

 

A edição de setembro do projeto "Vem pra Feira" ocorreu no Museu Emílio Goeldi, em Belém, na manhã desta quinta-feira (19). Foram comercializados produtos de hortifruti, artesanato e peças de marcenaria produzidos pelos internos custodiados na Colônia Penal Agrícola de Santa Izabel (CPASI), na vila de Americano, e Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua. 

 

 

Os produtos são vendidos em média 20% mais baratos em relação ao preço dos supermercados tradicionais da cidade. O "Vem pra Feira" é resultado do Projeto Nascente, de reinserção social, que capacita os internos no trabalho com a agricultura familiar. 

 

 

Nivea Oliveira, está custodiada há quatro anos no Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua, e trabalha na Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe), formada por internas da Susipe. Ela faz produtos de artesanato e expõe para venda nas feiras. "Para nós é gratificante porque é uma forma de remir a pena e nos agrega conhecimento. Estou aprendendo muita coisa, principalmente sobre costura, pintura e artesanato. Trabalhar nesses projeto vai ser muito importante para mim quando eu sair de cárcere porque eu não pretendo fazer o que eu fazia antes, mas sim trabalhar para ter renda. Não só eu, mas todas que estão lá querem mudar de vida", afirma.   

 

 

De acordo com o diretor de Reinserção Social da Susipe, Belchior Machado, o principal viés do "Vem pra Feira" é a reinserção social. "Os internos que participam desse projeto recebem a remição da pena: cada três dias trabalhados resultam em um dia de remição de pena. Além disso, os internos vão ter um ofício quando saírem do sistema penitenciário, o valor que eles recebem por estarem cadastrados nesses projetos é revertido e divido. Parte vai para a família, para eles e uma parte vai para o governo. O Vem pra Feira é uma forma de fazer do trabalho uma forma dele socialmente se reinserir. Os produtos feitos pelos intentos são muito bem recebidos pela população", pontua. 

 

 

Jussara Rodrigues, administradora, participou pela primeira vez da feira e gostou muito. "Vi a atividade e me interessei. Acho uma iniciativa muito importante e fantástica. É bom para os detentos e bom para nós, principalmente por se tratarem de produtos sem agrotóxico. Os produtos em marcenaria também são muito bonitos. Esse trabalho vai contribuir muito para a vida deles quando eles saírem do sistema carcerário. Eles percebem que podem gerar renda plantando e construindo, ou seja, usando as mãos para fazer algo bom", destaca. 

 

 

Por Vanessa Van Rooijen / Foto: Akira Onuma.