A Cooperativa Social de trabalho e Arte Feminina Empreendedora - Coostafe, entrou para a 1ª Coletânea de “Boas Práticas de Trabalho e Renda”, produzida pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), e divulgada na tarde desta terça-feira (04), em Brasília. O objetivo desta coletânea é demonstrar as ações de destaque dos sistemas penitenciários das unidades federativas sobre a temática, incentivando a aplicação de atitudes positivas.
A Coostafe é a primeira cooperativa brasileira formada por mulheres privadas de liberdade e foi fundada em 2014, no Centro de Reeducação Feminino – CRF, de Ananindeua, administrada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Pará- SEAP.
A cooperativa tem como principal objetivo divulgar a capacidade das mulheres custodiadas em criar, transformar e inovar, fornecendo recursos produtivos para a confecção de peças de artesanato. A inclusão na Coletânea foi muito comemorada pelas mulheres da Coostafe. “A cooperativa tem um grau de importância muito alto em nossas vidas, pois é através do trabalho exercido que conseguimos nos libertar das amarras do passado, conseguimos aprender novos ofícios, sermos pessoas melhores no conjunto em que vivemos e para onde iremos”, declarou Aretha Corrêa, custodiada integrante da Coostafe, sobre a importância da cooperativa e da Coletânea.
As cooperadas recebem capacitações com formações, palestras e oficinas para que possam aprender a produzir seus artesanatos, sempre recebendo orientações para sua formação e para estarem sempre renovando seus conhecimentos. ‘’Somos bem aventuradas em termos o apoio do Estado através da Seap com cursos e palestras, é muito importante essa iniciativa, bem como dos nossos parceiros, como o Sistema OCB, que traz constantemente cursos de cooperativismo, saúde financeira dentre outros. Ter esse suporte que nos ajuda a qualificar nosso trabalho é de extrema importância’’, disse Aretha.
Como forma de cooperativismo, a Coostafe promove a inclusão social de pessoas do grupo LGBTQIA+ custodiadas no CRF. Por meio do trabalho, as custodiadas resgatam sentimentos de reinserção social, sentindo-se produtivas e visualizando a unidade prisional como um ambiente possível de geração renda. “Não sabia da existência da Coostafe, quando cheguei aqui puder ver a luz no fim do túnel, pois com o trabalho que exerço me senti feliz, pra mim, antes, estava tudo acabado e aqui eu revivi. Eu enxerguei na Coostafe uma nova perspectiva de vida”, contou Gesielem Lopes, custodiada integrante da Cooperativa Social de trabalho e Arte Feminina Empreendedora.
Os produtos são produzidos diretamente na unidade do CRF e as vendas são realizadas em feiras e eventos, além da Internet.
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